O espetáculo de dança Corpo Mangue nasce do encontro entre corpo e território, compreendendo o ser humano como parte da natureza, afirmando que não existimos separados dos elementos que nos constituem. Assim como um Corpo Rio, Corpo Mar ou Corpo Terra, o Corpo Mangue emerge da compreensão de que somos feitos das paisagens que habitamos e que nos habitam. Nesta criação, a dançarina Ana Bortoluzo dança esta relação com o mangue que aparece como metáfora dos ciclos da vida. Território onde águas doces e salgadas se encontram, onde vida e decomposição coexistem, o manguezal ensina que os processos não obedecem a linhas retas. No mangue, o fim não representa encerramento, mas transformação. Tudo retorna à matéria para que algo novo possa nascer.
Com a direção artística de Denis Angola, Corpo Mangue celebra a potência da vida de princípios, fins e novos inícios.
